A gravação de um podcast em estúdio é cobrada por episódio e não por hora de aluguel, e a sala, o equipamento e as pessoas que trabalham no set já estão nesse preço. Entre “só gravar” e “sair com um episódio pronto e clipes para as redes” há uma diferença de cerca de duas vezes e meia. Abaixo: de que é feito esse preço, em que ele difere da cobrança por hora, por que gravar vários episódios de uma vez o reduz e onde economizar sai caro. Os preços atualizados ficam na página de gravação de podcast.

De que é feito o preço de uma gravação em estúdio

O preço se forma de três partes: a sala, o equipamento e o trabalho da equipe durante a gravação.

A sala não é só o ambiente. Nela entra a cenografia: mesa, cadeiras, luz, opções de fundo para que a imagem combine com o estilo de cada podcast. Entra também o equipamento que fica no estúdio de forma permanente: câmeras, microfones, refletores.

Mesa redonda para dois, microfones em pedestais e estante iluminada — uma das opções de cenografia do estúdio Liberty

A terceira parte são as pessoas no set, e é justamente essa que normalmente não aparece nos anúncios dos estúdios.

Um vídeo podcast é gravado com três câmeras ao mesmo tempo: assistir a uma conversa de uma hora num plano fixo cansa, e os planos precisam mudar. Operar três câmeras sozinho é impossível: enquanto o operador segura o enquadramento e cuida da imagem, o assistente responde pela luz, pelo som e pela técnica. Por isso numa gravação trabalham sempre pelo menos duas pessoas.

A outra metade dessa mesma linha é a experiência. Montar a luz e o enquadramento para que a pessoa apareça bem não se faz por manual: é olho treinado, e leva anos. No nosso set trabalham operadores com mais de dez anos de experiência: gravaram em televisão, fizeram transmissões ao vivo e produziram podcasts para o YouTube. É essa experiência que está no preço: você paga para ser gravado por gente que sabe fazer bons episódios.

Há um serviço que não existe em todo estúdio: a edição ao vivo. O episódio é montado durante a própria gravação, com um diretor de vídeo trocando de câmera em tempo real e decidindo qual plano entra em cada momento. Você sai do estúdio com o material pronto e não espera a edição como um trabalho à parte. No set aparece então uma terceira pessoa, e o trabalho dela também entra no preço desse episódio. Se além disso for preciso criar o conceito do podcast, isso é produção e se calcula conforme o projeto.

Com a gente tudo isso já entra no preço do episódio: não é preciso pagar à parte pelo operador, pela cenografia ou pela sala. Dá para escolher entre três opções: a gravação simples, em que você recebe o material bruto; a gravação com edição ao vivo; e o episódio completo, com edição e clipes para as redes. A edição sem gravação se contrata à parte, é um serviço próprio com preço próprio.

Por que o preço do podcast se lê por episódio, e não por hora

Os estúdios anunciam de formas diferentes: uns cobram por hora de sala, outros pela gravação de um episódio inteiro. É disso que depende o que você está realmente comparando ao olhar dois números.

Por hora se vende a sala. Aí o operador, a luz montada, a segunda pessoa no set e o material pronto são linhas separadas que vão aparecendo ao longo da conversa, e o total só se fecha no fim.

Por episódio se vende o resultado. Você sabe o valor antes de começar, e ele não cresce porque foi preciso mover a luz mais uma vez. Nós calculamos assim: pela gravação de um episódio inteiro de até duas horas.

Isso tem o outro lado, e dizemos com franqueza: se o que você precisa é de uma sala vazia para o seu próprio equipamento e a sua própria equipe, pagar por episódio não compensa. Esse é outro serviço — o aluguel de estúdio — e é cobrado por hora.

Por que o preço por episódio cai com mais volume de gravação

Se você reservar vários episódios de uma vez, cada um sai mais barato do que gravando um a um. Aqui não há desconto por fidelidade: é assim que o dia de gravação funciona.

A equipe se prepara uma única vez: montar a luz, resolver o som, configurar as câmeras e depois desmontar tudo. Essa montagem e desmontagem leva o mesmo tempo quer você grave um episódio, quer grave quatro seguidos — e quando são quatro, esse trabalho se divide entre eles.

Em dinheiro a diferença aparece na hora: oito episódios reservados juntos saem de 10 a 15% mais baratos que oito gravações avulsas. Quanto mais episódios você grava de uma vez, menor o preço de cada um; o mesmo vale para a gravação com edição ao vivo e para o episódio completo.

Há uma segunda economia que não é de dinheiro. Gravar quatro episódios num dia é fechar o conteúdo do mês inteiro: reunir os convidados uma vez, se preparar uma vez, reservar um dia uma vez. Depois, um mês sem voltar ao assunto nem abrir espaço na agenda toda semana.

Antes de reservar vale definir três coisas:

  1. Quantos episódios por mês você planeja — disso depende gravar um a um ou reservar volume.
  2. Se precisa da edição junto ou resolve à parte — daí sai a escolha entre gravação, edição ao vivo e episódio completo.
  3. Se dá para gravar vários episódios no mesmo dia — assim a economia aparece de imediato.

Onde economizar sai caro

Costuma-se economizar em duas coisas: nos microfones e no equipamento de vídeo. As duas economias aparecem depois, quando já não há com o que consertar.

Com o áudio o raciocínio costuma ser: gravamos como sair e depois uma inteligência artificial limpa. Isso funciona só até certo ponto. O ruído ela tira, mas a saturação não: a iZotope, que fabrica ferramentas de restauração de áudio, diz claramente que no clipping a informação se perde para sempre, e a reparação reconstrói os picos cortados de forma aproximada em vez de devolver a onda original. Com uma sala que ecoa acontece algo parecido: parte das reflexões sai, mas o resultado soa processado, e quem ouve de fone percebe.

Com a imagem é igual. Um quadro gravado numa câmera barata e sem luz montada não se recupera na edição até a qualidade que o espectador espera de um vídeo podcast. A economia aqui come exatamente aquilo pelo que se decidiu gravar em vídeo.

Como comparar estúdios pelo preço

Ao comparar preços, costuma-se olhar o primeiro número sem verificar o que está por trás. O mesmo podcast pode custar igual em dois estúdios e significar coisas diferentes: num caso a sala, no outro a sala, a equipe e o material pronto.

Por isso vale perguntar três coisas:

  1. O que está incluído no preço informado — só a sala ou também o equipamento e as pessoas.
  2. Quantas pessoas estarão no set e quem responde pela luz e pelo enquadramento.
  3. O que você recebe na saída: o material bruto ou um episódio editado.

O terceiro ponto é o que mais se confunde. Um estúdio informa o preço da gravação e entrega o bruto; outro, o de um episódio já editado. O segundo número será bem mais alto, e com isso é fácil concluir que aquele estúdio é mais caro, quando ele apenas inclui um trabalho que no primeiro caso você terá de contratar à parte.

Dá para gravar um podcast mais barato?

Para um podcast de áudio, dá. Um bom microfone e uma gravação caprichada em casa dão um resultado aceitável se o som for bem organizado; o que é preciso para isso nós vimos no artigo sobre o que você precisa para gravar um podcast.

Com vídeo é mais difícil: gravação multicâmera sincronizada, luz montada e câmeras profissionais não se montam em casa. Gravar um vídeo podcast mais barato dá — com uma câmera, sem a segunda pessoa no set — e é uma opção honesta para começar. Só vale saber o que você está trocando: não “a qualidade” em abstrato, mas a quantidade de planos, a precisão da luz e o tempo que depois vai embora na edição.

Como saber o preço exato para o seu podcast

O valor final depende de quantos episódios você planeja, de precisar ou não de edição e de como a imagem deve ficar, por isso perguntamos primeiro sobre o projeto e só depois calculamos. Assim você vê de que a soma é feita e pode tirar o que não precisa.

Se quiser conversar sobre o seu podcast e ter um cálculo exato, as condições e o formulário estão na página de gravação de podcast em Buenos Aires.